Another way to see traffic jam. Sometimes, all we need is a different perspective... Uma outra maneira de lidar com o congestionamento. Algumas vezes, tudo o que precisamos é outro ponto de vista.
Dealing with traffic jam. Lidando com o congestionamento.
Come and be a part of our blog and tell us your story about traffic jam. Venha fazer parte do nosso blog e conte-nos sua história sobre o trânsito de São Paulo.
Photo by/Foto de Patrícia Narvaes
Inteview section/ Seção Entrevistas
Pedestrian interview During an interview with F it was possible to realize the problems that traffic jam cause in our day life, especially considering an overcrowded city as São Paulo. Here you will find some parts of the interview which contains his experiences concerning traffic jam situations. Feel free to take your own conclusions…
(…) How I said, I normally use public transport or walk to my work. Even so, once I had a meeting with a client and, I don’t know if it was coincidence, but I got stuck in traffic when I was on the bus and later I could not cross the road also because of the traffic. I had to wait about 15 minutes to do that, because the traffic light was broken and there were no cops to help the pedestrians. (…) Basically I believe that "respect in traffic" is to respect not only traffic legislation and rules but also people in general. That is, pedestrian, old people driving slowly etc. (…) Maybe a good alternative to improve the traffic in São Paulo is to encourage people to use bikes and take a ride with somebody who works close or at the same place. By doing this, I believe traffic would improve and the environment would thank us! (Interviewed by Bruna Elias)
Entrevista com pedestre Durante uma entrevista com F foi possível perceber os problemas que o congestionamento no trânsito causam em nossa rotina, especialmente considerando uma cidade superlotada como São Paulo. Aqui você encontrará algumas partes da entrevista que contêm suas experiências em situações de congestionamento no trânsito. Sintam-se à vontade para tirar suas próprias conclusões...
(...) Como disse, eu geralmente uso transporte público ou vou andando para meu trabalho. Mesmo assim, um dia eu tinha uma reunião com um cliente e, não sei se foi coincidência, mas fiquei preso no trânsito quando eu estava no ônibus e depois não consegui atravessar a rua por causa do congestionamento. Tive que esperar cerca de 15 minutos para conseguir atravessar porque o semáforo estava quebrado e não havia policiais para ajudar os pedestres. (...) Basicamente eu acredito que respeito no trânsito é respeitar não somente às regras legislativas, mas às pessoas em geral. Isto quer dizer, pedestres, velhinhos que dirigem devagar etc.(...) Talvez uma boa alternativa para melhorar o trânsito em São Paulo seja estimular as pessoas a andar de bicicleta e pegar carona com alguém que trabalha perto ou no mesmo lugar que ele. Fazendo isso, eu acredito que o trânsito melhoraria e o meio ambiente nos agradeceria. (Entrevistado por Bruna Elias)
Motorcyclist interview The motorcyclist story was based on a real interview in which the interviewee JLR, a 34 year old motorcyclist man who has been in São Paulo for 16 years, provided me his point of view and important information on drivers and motorcyclists behavior on the streets of São Paulo. According to José, many motorcyclists in São Paulo do not follow the traffic rules, besides being impolite. José added that it is even harder because drivers do not respect motorcyclists and some of them even force motorcyclists out of the lane in order to overtake them or sometimes they do not allow motorcyclists to overtake them, even if a motorcycle is faster than a car.
“Well, most times car end up blocking our way not to mention those motorcyclists who exaggerate, trying to do things they shouldn´t and end up in a bad situation” José said. As for him, it is common to spot a motorcyclist fall and some cars crash owing to lack of respect in traffic. However, many accidents, arguments and fights could be easily avoided should people be more polite and patient to one another, since it does not take them to much for them to shout at each other or say bad words. Also, in a case of a person leaving a parking lot or a vacancy in the side of a street. José would easily offer them the opportunity to go first, but he states that people rarely do it because they are always in a hurry. He also states that sometimes people end up blocking other people’s way unaware of this. So, instead of shouting, arguing, insulting, saying bad words or take revenge, which are rubbish, pay attention to the rules and respect the other. (Interviewed by João Batista da Silva Cruz Neto)
Entrevista com motociclista A história do motociclista foi baseada em uma entrevista real, na qual o entrevistado JLR, um motociclista de 34 anos, morador de São Paulo há 16 anos, proveu seu ponto de vista e informação importante sobre o comportamento de motociclistas e motoristas nas ruas de São Paulo. De acordo com José, muitos motociclistas em São Paulo não seguem as regras de trânsito, além de serem mal educados. José acrescentou que fica mais difícil porque os motoristas, além de não respeitarem os motociclistas, os forçam para fora de suas faixas na hora da ultrapassagem ou às vezes, não permitem que os motociclistas ultrapassem, mesmo quando a moto é mais rápida que o carro. “É, na maioria das vezes, os carros acabam bloqueando o caminho, sem mencionar os motociclistas que exageram, tentando fazer coisas que não deveriam e acabam numa situação ruim” acrescentou José. Ele diz que é comum ver uma queda de motocicleta e alguns acidentes de carro por causa da falta de respeito no trânsito. Entretanto, muitos acidentes, discussões e brigas poderiam ser facilmente evitadas se as pessoas mais educadas e pacientes umas com as outras, já que não precisa de muito para as pessoas começarem a gritar e xingar umas às outras. Também, no caso de uma pessoa que estivesse deixando um estacionamento ou uma vaga no canto de uma rua. José facilmente ofereceria a vez, mas ele diz que as pessoas raramente o fazem porque sempre estão com pressa. Ele também diz que às vezes as pessoas acabam fechando o caminho da outra sem querer. Então, em vez de gritar, discutir, insultar, xingar ou querer revanche, o que é bobeira, preste a atenção às regras e respeite o próximo. (Entrevistado por João Batista da Silva Cruz Neto)
Cyclist Interview I interviewed a cyclist who came up with a real contradiction: cyclists are considered part of the traffic because they use the same space, but they do not follow the rules as drivers and motorcyclists do. Why aren’t the rules applied to them as well? Do they consider themselves part of the traffic? That is a good discussion. The interviewee states that lack of respect comes from cyclist too.
1- Do cyclists usually obey traffic lights and signs? I don’t think so. That is a contradiction. They are part of the traffic, but do not follow the same rules. For example, if the traffic light is red, it is common to see cyclists who do not stop. Of course pedestrians would feel insecure to cross the street. Having said that, we cannot say lack of respect comes only from drivers.
2- Do cyclists have a speed limit? No, they don’t. As I said, they do not consider themselves included in traffic rules, and somehow it is true, after all, we don’t know if the signs refer to them as well. That is a real problem, because I have seen many cyclists riding very fast, especially in downhills. Actually, cyclists do not get a ticket if they ride too fast, so they do not worry about this issue. (Interviewd by André Godoy)
Entrevista com ciclista Entrevistei um ciclista que veio com certa contradição: ciclistas são considerados integrantes do tráfego porque usam o mesmo espaço, mas eles não seguem as mesmas regras que motoristas e motoqueiros. Por que as regras não são aplicadas a eles também? Eles consideram-se parte do tráfego? O entrevistado afirma que falta de respeito vem dos ciclistas também.
1- Ciclistas geralmente obedecem a sinais de trânsito e placas? Eu acho que não. É uma contradição. Eles são parte do tráfego, mas não seguem as mesmas regras. Por exemplo, se o farol está vermelho, é comum ver ciclistas que não param. Claro que pedestres sentem-se inseguros para atravessar a rua. Dito isto, não podemos dizer que falta de respeito vem apenas dos motoristas. 2- Ciclistas têm um limite de velocidade? Não tem. Como eu disse, eles não se consideram incluídos nas leis de trânsito, e de certa forma é verdade, afinal, não sabemos se as placas também valem pra eles. Este é um problema, porque eu tenho visto ciclistas andando muito rápido, especialmente em descidas. Na verdade, ciclistas não são multados se andam muito rápido, então eles não se preocupam com isso. (Entrevistado por André Godoy)
Driver interview I interviewed a friend of mine, IC of 54 years old, who lived her entire life in São Paulo before moving to Atibaia this year, and she had two different points of view of the problems we face in traffic jam regarding motorcyclists. Let´s see what she has to say: Question: What do you think about the motorcyclists in São Paulo? “(...) the motorist does not have patient with them and the motorcyclist has a lot of pressure. They work as motoboys and the guy comes and sad, You have to deliver this in 15 min. (…) Can’t do it? You are fired, next. I mean, they have no job nor salary guaranties and they have to do what the owner says, and therefore, they have to “fly”. São Paulo is a big city and the traffic is complicated, sometimes, the driver, by distraction, invades the small space they have between the row of cars. Everything is very complicated, we need to see both sides.” Question: And the driver’s point of view? “I think the motorcyclists are animals, they have already kicked my door, destroyed my mirror a lot of times, but I look at them with the eyes of a person who was able to talk with them, and they said a lot of things, they have a very difficult side. And there is another thing, if you “touch” them, they will die. It is something related to awareness and education. (Interviewed by Patrícia Narvaes)
Entrevista com motorista Eu entrevistei uma amiga, IC de 54 anos de idade, que sempre morou em São Paulo, antes de se mudar para Atibaia este ano, e ela tem dois pontos de vista distintos sobre o problema que enfrentamos no congestionamento no que diz respeito aos motociclistas. Vamos ver o que ela tem a dizer: Pergunta: E o que você acha dos motoqueiros em São Paulo? “(...)o motorista não têm paciência com eles e ao mesmo tempo o que eles têm é uma pressão muito grande. É assim, eles trabalham num ponto de moto taxi, motoboy, aí o cara vem e fala Você tem que entregar isso aqui em 15 minutos. (...) Não consigo chegar tão rápido. Então pode ir embora. Quer dizer, eles não têm garantia nenhuma de emprego, eles não tem garantia nenhuma de salário e eles tem que cumprir o que os cara mandam e então eles não tem outra saída a não ser voar. Porque a cidade de São Paulo é muito grande com trânsito muito complicado e às vezes o motorista, por distração, avança naquele pequeno espaço que ele é obrigado a passar. É tudo muito complicado, a gente tem os dois lados da moeda. (...)” Pergunta: E na versão do motorista, o que você tem para falar? “Eu acho os motoqueiros uns bichos, uns animais, já chutaram a minha porta, arrebentaram um monte meu espelho, entendeu, mas eu olho com o jeito de quem pôde conversar com eles, eles falaram muita coisa, eles têm um lado muito difícil. E outra, se você der um encosto assim, eles morrem. É uma coisa de conscientização e educação.” (Entrevistada por Patrícia Narvaes)